sexta-feira, 16 de março de 2012


Outrora, uma mariposa apareceu. “Eu a engoli que nem vi”, assim a rima floresceu. Flor sorridente. As mariposas são um mistério. Elas têm medo do escuro, como sempre tive. Uma volta, volta e meia, vejo uma triste buscando a luz. A gente teme, mesmo sabendo que o escuro é mais bonito. As alegres são as coloridas, eu provei de uma bem triste e tão amarga, que me doeu o corpo todo. Sabendo, sem querer saber, provei do genérico das borboletas. E muitos engolem mariposa, pensando que têm borboleta no estômago.

                                                                ( Adriano C. em "O mar e o menino" )

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